Faro 2009, já pertence ao passado.
É verdade, já lá vai.
Venha agora Faro 2010.
Foi propositadamente que não lancei este tópico antes, para que todos aqueles que por lá estiveram, tivessem tempo suficiente para reflectir e analisar o que foi esta última concentração motard, a maior que se realiza na Península Ibérica.
Sei e acredito que para muitos dos participantes esta reunião será eternamente “obrigatória”. Não será menos verdade que muitos andam ao longo de um ano a poupar uns trocos e com o pensamento em Faro, na viagem e nas praias.
Para muitos, que visitamos Faro e participamos na concentração já há muitos anos, cada ano que passa ficamos mais escatimados com tudo o que se passa à sua volta.
A qualidade está a diminuir, quase em todos os sectores, o que naturalmente leva também a que a quantidade, vá diminuindo.
Não vale a pena estarmos a atribuir a culpa da diminuição de participantes à tão propalada crise económico-financeira. Não se trata nada disso.
O problema é muito maior.
Para quem leu a comunicação da especialidade, pode certamente observar numa entrevista dada pelo presidente do moto clube de Faro, José Amaro, afirmar que os apoios algarvios estavam a diminuir. Porque será? Pergunto eu.
Se consideramos que houve 20.000 inscritos, e tendo em conta que havia muita moto com duas pessoas, poderemos afirmar com alguma margem de erro que andariam por aí umas 12.000 motos.
Não nos esqueçamos que tempos houve em que as inscrições chegaram a ultrapassar as 40 e muitas mil.
Pessoalmente Faro e a sua concentração, a mim já nada me dizem.
Gosto, devo admitir, de fazer a viagem até lá pela camaradagem e convívio que se faz ao longo dos muitos quilómetros feitos.
Gosto, devo admitir, de encontrar “velhos” amigos e numa qualquer esplanada ao sabor de umas “bejecas” ao longo da tarde avivarmos certos encontros daqui e dali.
Gosto, devo admitir, de efectuar o passeio de despedida pela cidade ao domingo de manhã, altura em que a muita gente habitante ou visitante de Faro e Algarve, também se envolve na concentração quando se espalham ao longo do percurso para aplaudir e de certa forma agradecer a nossa visita, vibrando com a nossa passagem.
É bonito, diga-se.
Algo que ainda hoje me pode motivar na concentração em si, são os concertos nocturnos.
Mas até mesmo esses, ultimamente têm estado a perder alguma qualidade pela ausência de grupos de renome.
Naturalmente que esta concentração não vai terminar, nem é isso que se pretende. Agora que é fundamental repensar atitudes generalizadas de forma a melhorá-la em termos qualitativos significativamente, ai isso é.
Cabe naturalmente ao Moto Clube de Faro e à sua direcção esse trabalho.
Neste momento parece-me que já existem outras concentrações onde a qualidade supera Faro em muito.
Vou dar só um exemplo: Vidigueira.
Gostos são gostos e não se discutem.
Mas para mim, e falo a título pessoal, uma concentração motard, tem que ter mais para oferecer aos participantes, do que ser quase em exclusivo um negócio de fim de semana.
É verdade, já lá vai.
Venha agora Faro 2010.
Foi propositadamente que não lancei este tópico antes, para que todos aqueles que por lá estiveram, tivessem tempo suficiente para reflectir e analisar o que foi esta última concentração motard, a maior que se realiza na Península Ibérica.
Sei e acredito que para muitos dos participantes esta reunião será eternamente “obrigatória”. Não será menos verdade que muitos andam ao longo de um ano a poupar uns trocos e com o pensamento em Faro, na viagem e nas praias.
Para muitos, que visitamos Faro e participamos na concentração já há muitos anos, cada ano que passa ficamos mais escatimados com tudo o que se passa à sua volta.
A qualidade está a diminuir, quase em todos os sectores, o que naturalmente leva também a que a quantidade, vá diminuindo.
Não vale a pena estarmos a atribuir a culpa da diminuição de participantes à tão propalada crise económico-financeira. Não se trata nada disso.
O problema é muito maior.
Para quem leu a comunicação da especialidade, pode certamente observar numa entrevista dada pelo presidente do moto clube de Faro, José Amaro, afirmar que os apoios algarvios estavam a diminuir. Porque será? Pergunto eu.
Se consideramos que houve 20.000 inscritos, e tendo em conta que havia muita moto com duas pessoas, poderemos afirmar com alguma margem de erro que andariam por aí umas 12.000 motos.
Não nos esqueçamos que tempos houve em que as inscrições chegaram a ultrapassar as 40 e muitas mil.
Pessoalmente Faro e a sua concentração, a mim já nada me dizem.
Gosto, devo admitir, de fazer a viagem até lá pela camaradagem e convívio que se faz ao longo dos muitos quilómetros feitos.
Gosto, devo admitir, de encontrar “velhos” amigos e numa qualquer esplanada ao sabor de umas “bejecas” ao longo da tarde avivarmos certos encontros daqui e dali.
Gosto, devo admitir, de efectuar o passeio de despedida pela cidade ao domingo de manhã, altura em que a muita gente habitante ou visitante de Faro e Algarve, também se envolve na concentração quando se espalham ao longo do percurso para aplaudir e de certa forma agradecer a nossa visita, vibrando com a nossa passagem.
É bonito, diga-se.
Algo que ainda hoje me pode motivar na concentração em si, são os concertos nocturnos.
Mas até mesmo esses, ultimamente têm estado a perder alguma qualidade pela ausência de grupos de renome.
Naturalmente que esta concentração não vai terminar, nem é isso que se pretende. Agora que é fundamental repensar atitudes generalizadas de forma a melhorá-la em termos qualitativos significativamente, ai isso é.
Cabe naturalmente ao Moto Clube de Faro e à sua direcção esse trabalho.
Neste momento parece-me que já existem outras concentrações onde a qualidade supera Faro em muito.
Vou dar só um exemplo: Vidigueira.
Gostos são gostos e não se discutem.
Mas para mim, e falo a título pessoal, uma concentração motard, tem que ter mais para oferecer aos participantes, do que ser quase em exclusivo um negócio de fim de semana.
José Augusto Marques.
Caro amigo:
ResponderEliminarO problema, na minha opinião, passa pelo excessivo "negócio" que já gira à volta do acontecimento. Passo a explicar:
- Criação de receita através de um aumento constante no valor da inscrição.
- A não existência de acesso (pagos claro) ao público em geral, para visitas e ver os espectáculos.
- Excessivos valores cobrados ao comerciantes que se vão instalar interiormente, aumentando estes o valor dos bens (autentico esfolanço em certos casos)
- Espectáculos e rotinas a baixarem de nível evidente, de ano para ano, como o que aconteceu este 2009
- Aumento dos ruídos e "bagunça" geral no interior, em especial nas zonas de acampamento, tais como "burn outs" e "aceleranços" que, até há bem poucos anos eram TOTALMENTE proíbidos e rigorosamente vigiados!
- Aumento da oferta e da qualidade de tudo o que rodeia, exteriormente, a concentração, o que leva muita gente a fazer programas cá fora (Claro que a Ilha é um bom exemplo)
De tudo isto me parece que o pessoal do MCF terá que repensar e reformular o acontecimento, para nos tornar a motivar e ganhar. Boa sorte aos MC de Faro por todo o seu historial e por tudo aquili que já fez em prol das motos e dos motards!
Por mim... como já digo há não sei quantos anos (mesmo assim) FARO FOREVER!
Ales Kawa